Na minha primeira aparição neste blog, vou postar um texto escrito pelo meu amigo Víctor Garcia, se não me engano, quando a gente estava ainda na 8ª série. Transcrevo-o para cá tal qual ele me chegou, enviado pelo MSN pelo próprio Víctor. Ao que parece, ele passava por um momento conturbado e precisava desabafar. Como diz o provérbio, "os brutos também amam"!
Blasfemando Helena de Tróia
A mitologia grega me preparou para o mundo, tanto que me sinto um misto de mitos gregos: meu fígado é constantemente devorado e se reconstitui como o de Prometeu. De tempos em tempos renasço das cinzas como a Fênix. E o ciúmes de Hera e a loucura despeitada de Medéia, então?! Pra mim, elas duas sempre foram tão reais quanto eu e meus amigos.
Mas tem uma figura grega que nunca me desceu pela goela e ultimamente eu adoraria encontra-la na rua pra poder socar a cara dela. Estou falando de Helena de Tróia. Acompanhem meu raciocínio: a mitologia grega a descreve como a mais bela das mulheres... E isso num tempo em que as mulheres não precisavam ser esqueléticas! Se não bastasse, ela era filha de Zeus, e melhor que ser Deus é ser filho dele (acho que só Jesus Cristo discordaria de mim neste ponto). Ela não precisou ser mãe como tantas outras. E, para completar, trocou de marido pelo menos três vezes e por causa dela eclodiu uma das guerras mais conhecidas: a Guerra de Tróia.
Aposto que toda mulher tem uma Helena de Tróia na vida. Aquela mulher que todos os homens acham maravilhosa, a mesma pela qual melhores amigos passam a se odiar (não há nada mais sólido do que amizade masculina!!!) e inimigas mortais se tornam aliadas (só há uma coisa mais forte que amizade masculina: inimizade feminina!!!!). E, para nosso azar, creio que todo homem tem uma Helena de Tróia na vida... alguém inesquecível, uma semi-deusa, da qual a gente nunca vai chegar aos pés! E enquanto ela segue a vida dela, com seus mandos e desmandos, nós, pobres mortais, trabalhamos muito para poder comprar a beleza que lhe foi dada no berço, estudamos como loucos para termos a inteligência que nunca lhe foi cobrada, e ao final de tudo ainda precisamos pagar o analista para ter alguém que nos entenda.
O único alívio nisso tudo é saber que muitos outros mundos foram injustos, não só o meu!
Victor Roberto